Bonfim é a cidade brasileira que faz fronteira com a Guiana pelo estado de Roraima. Localizado na região centro-oriental do estado, o município tem sua sede às margens do rio Tacutu, curso d’água que separa o território brasileiro da cidade guianense de Lethem.
A ligação entre os dois países é feita pela ponte internacional sobre o rio Tacutu, integrada à BR-401. A estrutura permite o deslocamento de pessoas, veículos e mercadorias entre Bonfim e Lethem, em uma das principais conexões terrestres entre o Brasil e a Guiana. O acordo para a construção da ponte foi firmado pelos dois países em 1982. (www2.camara.leg.br)
Onde fica Bonfim
Bonfim está a aproximadamente 125 quilômetros de Boa Vista, capital de Roraima, pela BR-401. O município possui área territorial de 8.079,84 quilômetros quadrados, segundo os dados mais recentes disponíveis no portal Cidades e Estados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No Censo 2022, Bonfim registrou 13.923 habitantes. A estimativa populacional do IBGE para 2025 é de 15.570 pessoas. Apesar de a sede municipal estar associada à imagem da fronteira, grande parte do território de Bonfim é formada por áreas rurais e comunidades situadas fora do núcleo urbano. (ibge.gov.br)
História do município
O município de Bonfim foi criado pela Lei Federal nº 7.009, de 1º de julho de 1982, com terras desmembradas de Boa Vista. Antes da emancipação, a área passou por diferentes fases de ocupação, incluindo atividades religiosas, criação de gado, presença militar e expansão das rotas de transporte.
A abertura e a consolidação da BR-401 contribuíram para aproximar Bonfim da capital de Roraima e ampliar a circulação comercial com a Guiana. A posição geográfica fez com que o município assumisse funções que vão além de sua população: a cidade tornou-se ponto de passagem, fiscalização e apoio para quem cruza a fronteira terrestre.
Bonfim e Lethem: cidades conectadas
Bonfim e Lethem formam uma área urbana transfronteiriça separada pelo rio Tacutu. A proximidade favorece relações comerciais, circulação de moradores e intercâmbio cultural entre brasileiros e guianenses. Na região, o português e o inglês fazem parte do cotidiano de muitos moradores, embora cada lado mantenha suas próprias instituições, regras e serviços.
A fronteira também tem importância para a logística regional. A conexão rodoviária permite que produtos e viajantes cheguem à Guiana a partir de Roraima e, por essa rota, sigam em direção a outras áreas do país vizinho. O movimento, porém, depende dos controles migratórios, aduaneiros e de segurança estabelecidos pelas autoridades dos dois países.
Patrimônio e identidade local
Além da função fronteiriça, Bonfim reúne referências históricas e culturais ligadas à ocupação do norte amazônico. Entre os pontos associados ao município estão as ruínas do Forte São Joaquim, antigo marco militar localizado na região do rio Tacutu.
Com território extenso, população distribuída entre áreas urbanas e rurais e uma localização estratégica, Bonfim representa uma das faces mais singulares de Roraima. A cidade combina a rotina de um município amazônico com a dinâmica própria de uma fronteira internacional, conectando o Brasil à Guiana por estrada, comércio e relações entre comunidades.







