O Baré Esporte Clube ocupa um lugar central na história do futebol de Roraima. Fundado em 26 de outubro de 1946, em Boa Vista, o clube nasceu ainda no período do antigo Território Federal do Rio Branco e se tornou uma das principais referências esportivas da região.
A criação do Baré está ligada ao Atlético Roraima, fundado três anos antes. Aquilino da Mota Duarte, apontado como fundador e primeiro presidente do clube, participou da formação da nova equipe ao lado de outros dissidentes do Atlético Roraima. A separação deu origem a uma das rivalidades mais duradouras do futebol roraimense.
Um dos clubes mais tradicionais de Roraima
Ao longo das décadas, o Baré consolidou sua presença no futebol local. O clube atravessou a fase amadora do campeonato estadual e também participou da profissionalização da modalidade em Roraima, processo reconhecido oficialmente a partir de 1995.
Levantamentos históricos atribuem ao Baré 28 títulos do Campeonato Roraimense, considerando conquistas das fases amadora e profissional. A relação inclui campeonatos obtidos entre as décadas de 1950 e 2010, com destaque para períodos de domínio nas décadas de 1960 e 1970. A quantidade de títulos pode variar conforme o critério adotado para contabilizar diferentes edições e competições estaduais.
O clube também conquistou duas edições do Torneio Integração da Amazônia, competição que reunia equipes da região Norte. As vitórias ampliaram a projeção do Baré para além das fronteiras de Roraima e reforçaram a importância da equipe no futebol amazônico.
O clássico Bareima
A rivalidade com o Atlético Roraima deu origem ao clássico Bareima, nome formado pela combinação dos dois clubes. O confronto é considerado um dos principais duelos do futebol do estado e começou a ganhar força ainda no período amador.
Nas décadas de 1960 e 1970, os jogos entre as equipes mobilizavam torcedores no Estádio João Mineiro. Mais do que uma disputa por resultados, o clássico passou a representar diferentes momentos da formação do futebol de Boa Vista e ajudou a criar uma identidade própria para o esporte local.
Identidade e memória
As cores vermelha e branca e o escudo em formato de losango estão entre os elementos que distinguem o Baré. O clube também é conhecido pelos apelidos “Colorado da Consolata” e “Índio da Consolata”, em referência à região onde fica sua sede e ao mascote associado à identidade amazônica.
A trajetória do Baré é marcada pela atuação de dirigentes, jogadores e torcedores que mantiveram o clube ativo em diferentes períodos. Além do futebol, a instituição desenvolveu atividades em modalidades como basquete, vôlei e handebol.
Mesmo diante das dificuldades financeiras e estruturais enfrentadas pelos clubes de Roraima, o Baré permanece associado à memória esportiva do estado. Sua história reúne títulos, rivalidades e personagens que ajudaram a construir o futebol roraimense desde os primeiros anos de organização da modalidade.



