O período de chuvas em Roraima exige cuidados para reduzir o risco de doenças infecciosas. O aumento da água acumulada pode favorecer a reprodução do mosquito Aedes aegypti, enquanto alagamentos e enchentes elevam a possibilidade de contato com água contaminada. Também podem ocorrer problemas relacionados ao consumo de água e alimentos sem segurança sanitária.
Entre as doenças que merecem atenção estão dengue, zika e chikungunya, leptospirose e infecções que provocam diarreia. A orientação é reforçar as medidas de prevenção em casa, no trabalho e durante deslocamentos em áreas afetadas pela chuva.
Dengue, zika e chikungunya
O acúmulo de água em pneus, garrafas, vasos de plantas, calhas, caixas-d’água destampadas e recipientes de animais cria condições para a reprodução do Aedes aegypti. Em Roraima, a vigilância estadual destaca que a alternância entre sol e chuva pode favorecer a formação de criadouros.
Para prevenir, é necessário eliminar a água parada pelo menos uma vez por semana, manter caixas-d’água fechadas, limpar calhas e descartar corretamente objetos que possam acumular água. Pratos de plantas devem ser esvaziados e lavados, e bebedouros de animais precisam ser higienizados com frequência.
Febre, dor de cabeça, dor no corpo, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas, náusea e cansaço podem ocorrer em casos de dengue e outras arboviroses. A presença de sinais de alarme, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura ou sonolência, exige atendimento imediato. A confirmação da doença depende de avaliação profissional.
Leptospirose após alagamentos
A leptospirose é transmitida pela exposição à urina de animais infectados, principalmente ratos. A bactéria pode estar presente em água ou lama de enchentes e entrar no organismo por cortes na pele, mucosas ou pela permanência prolongada da pele em água contaminada, conforme explica o Ministério da Saúde.
O ideal é não atravessar áreas alagadas. Quando o contato for inevitável, devem ser utilizadas botas e luvas impermeáveis. Depois de uma enchente, a limpeza do imóvel deve ser feita com proteção adequada, e alimentos e objetos que tenham entrado em contato com a água contaminada devem ser descartados conforme orientação dos serviços de saúde.
Febre, dor de cabeça, dor muscular, calafrios, náusea e olhos avermelhados podem surgir dias após a exposição. Pessoas que apresentarem esses sintomas depois de contato com enchentes, lama ou esgoto devem procurar uma unidade de saúde e informar o risco ocorrido.
Cuidados com água e alimentos
Chuvas intensas podem comprometer a qualidade da água e aumentar o risco de doenças diarreicas. Por isso, é importante consumir água potável, manter os recipientes fechados e lavar as mãos antes de preparar alimentos e após usar o banheiro.
Alimentos crus devem ser higienizados com água segura, e produtos que tenham ficado submersos ou em contato com água de enchente não devem ser consumidos. Em caso de diarreia, vômitos ou sinais de desidratação, especialmente em crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas, é necessário buscar atendimento.
Quando procurar ajuda
Febre persistente, falta de ar, confusão mental, sangramentos, pele ou olhos amarelados, redução da urina e sinais de desidratação são motivos para procurar atendimento com urgência. Não é recomendado tomar antibióticos ou outros medicamentos por conta própria. A população pode acompanhar alertas e informações epidemiológicas nos painéis da Vigilância em Saúde de Roraima.








