quarta-feira, 4 de novembro de 2026
Saúde

Como reduzir os impactos da fumaça sobre a saúde em Roraima

Saiba como proteger a saúde durante períodos de fumaça em Roraima, quais cuidados adotar em casa e quando procurar atendimento médico.

A fumaça de queimadas pode irritar os olhos, o nariz e a garganta, além de agravar problemas respiratórios e cardiovasculares. Em períodos de piora da qualidade do ar em Roraima, alguns cuidados ajudam a reduzir a exposição e a proteger principalmente crianças, idosos, gestantes e pessoas com asma, bronquite, doença pulmonar ou problemas cardíacos.

Segundo o Ministério da Saúde, a fumaça contém partículas e gases que podem penetrar no sistema respiratório. Os efeitos variam conforme a intensidade e o tempo de exposição, mas podem incluir tosse seca, ardência nos olhos, irritação na garganta, dor de cabeça, cansaço, falta de ar e piora de doenças preexistentes.

Evite a exposição à fumaça

A principal recomendação é permanecer em ambientes internos e protegidos sempre que a qualidade do ar estiver comprometida. Mantenha portas e janelas fechadas nos períodos de maior concentração de fumaça e evite permanecer próximo a áreas de queimadas.

Também é importante suspender exercícios, caminhadas, trabalhos pesados e outras atividades ao ar livre enquanto houver fumaça intensa. O esforço físico aumenta a frequência respiratória e pode levar à inalação de uma quantidade maior de poluentes.

Dentro de casa, não aumente a poluição do ar com cigarro, fogão a lenha, carvão, velas, incensos ou outras fontes de fumaça. Quando possível, escolha um cômodo mais protegido, com boa vedação e temperatura confortável.

Use a máscara correta quando precisar sair

Se o deslocamento for necessário, o Ministério da Saúde recomenda o uso preferencial de máscaras do tipo N95, PFF2 ou P100, desde que estejam bem ajustadas ao rosto. Esses modelos ajudam a reduzir a inalação de partículas presentes na fumaça.

A máscara deve ser mantida limpa e seca e precisa ser trocada quando estiver suja, úmida ou danificada. Máscaras de tecido ou cirúrgicas podem não oferecer o mesmo nível de proteção contra partículas finas. Mesmo com o equipamento, a orientação prioritária continua sendo evitar a exposição.

Mantenha a hidratação e acompanhe os alertas

Beber água regularmente ajuda a manter as membranas das vias respiratórias hidratadas. A população deve acompanhar as previsões meteorológicas, os boletins sobre a qualidade do ar e os alertas divulgados por órgãos oficiais.

O VigiAr, do Ministério da Saúde, reúne informações relacionadas à poluição atmosférica e aos riscos para a saúde. Esses dados podem ajudar no planejamento de atividades e na decisão de evitar saídas em momentos de maior concentração de poluentes.

Quem precisa de atenção redobrada

Crianças pequenas, pessoas idosas e gestantes devem ser protegidas da fumaça sempre que possível. Pessoas com asma, bronquite, DPOC, doenças cardíacas ou outras condições crônicas devem manter os medicamentos prescritos disponíveis e seguir as orientações da equipe de saúde.

Não altere doses nem use medicamentos por conta própria para tentar controlar sintomas causados pela fumaça. Em caso de piora de uma doença já existente, procure orientação médica.

Quando procurar atendimento

É necessário buscar atendimento em caso de falta de ar, dificuldade para respirar, dor ou pressão no peito, chiado intenso, confusão, alteração do nível de consciência, cansaço excessivo ou piora persistente dos sintomas.

Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardíacas devem ser avaliados rapidamente diante de sinais de agravamento. Em situações de emergência, procure um serviço de urgência e siga as orientações das autoridades locais.