quarta-feira, 4 de novembro de 2026
Saúde

Alimentação regional em Roraima pode fazer parte de uma dieta equilibrada

A alimentação regional em Roraima pode contribuir para uma dieta equilibrada. A orientação é valorizar alimentos in natura ou minimamente processados, variar as refeições e controlar o uso de sal, açúcar e gordura.

A alimentação regional em Roraima pode fazer parte de uma dieta equilibrada sem que seja necessário abandonar receitas, ingredientes e hábitos tradicionais. Mandioca, farinha, peixes, frutas e hortaliças locais podem integrar as refeições desde que sejam combinados de forma variada e preparados com atenção à quantidade de sal, açúcar e gordura.

O Guia Alimentar para a População Brasileira recomenda que a base da alimentação seja formada por alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, verduras, legumes, raízes, feijões, ovos, carnes e pescados. A orientação também inclui limitar os alimentos processados e evitar o consumo frequente de ultraprocessados.

Quais alimentos regionais podem entrar no prato

Levantamento do governo federal sobre produtos agroalimentares identifica, em Roraima, itens como açaí, banana, cupuaçu, mandioca e derivados, além de peixes como tambaqui, matrinxã, piau e pirarucu. Publicação do governo estadual também cita alimentos presentes na produção e na alimentação de comunidades, como macaxeira, batata-doce, inhame, milho, abóbora, feijão-verde, castanhas e frutas como buriti, bacaba e taperebá. (gov.br)

Esses alimentos podem cumprir funções diferentes nas refeições. A mandioca, a macaxeira, o beiju e a farinha são fontes de carboidratos, que fornecem energia. Os peixes contribuem com proteínas. Frutas, folhas, legumes e sementes ajudam a ampliar a variedade de vitaminas, minerais e fibras da alimentação.

Como montar uma refeição mais equilibrada

Uma forma prática é combinar uma fonte de carboidrato, uma fonte de proteína e alimentos vegetais. Um prato pode reunir, por exemplo, arroz ou mandioca, feijão, peixe e uma porção de legumes ou folhas. A composição pode variar de acordo com os alimentos disponíveis, a cultura alimentar da família e as necessidades individuais.

A farinha de mandioca pode acompanhar a refeição, mas é importante observar a quantidade, especialmente quando o prato já tem arroz, macaxeira ou outro alimento rico em carboidratos. O mesmo cuidado vale para preparações com muito óleo, frituras, carnes salgadas, caldos prontos ou excesso de sal.

Frutas regionais também podem ser consumidas ao longo do dia. Açaí, cupuaçu, banana e outras opções podem entrar no café da manhã ou nos lanches. Para preservar o caráter mais natural da preparação, é recomendável evitar o excesso de açúcar, xaropes, leite condensado e outros ingredientes muito açucarados.

Variedade é mais importante do que excluir a comida regional

Uma dieta equilibrada não depende de um único alimento nem exige retirar completamente os pratos tradicionais. O principal é alternar ingredientes, priorizar alimentos frescos e reduzir a presença de refrigerantes, biscoitos recheados, salgadinhos, macarrão instantâneo e outros ultraprocessados.

O Ministério da Saúde destaca que alimentos processados podem aparecer em pequenas quantidades, mas a alimentação deve ser baseada principalmente em itens in natura ou minimamente processados. O preparo das refeições em casa também facilita o controle de sal, açúcar e gordura. (gov.br)

Para pessoas com diabetes, hipertensão, doença renal, alergias, restrições alimentares ou outras condições de saúde, a melhor escolha é buscar orientação de um profissional de saúde. As necessidades podem variar conforme a idade, o nível de atividade física, o uso de medicamentos e o estado de saúde.