quarta-feira, 4 de novembro de 2026
Saúde

Doenças respiratórias em Roraima exigem atenção no período seco e durante surtos virais

Em Roraima, a combinação de estiagem, fumaça e circulação de vírus respiratórios exige cuidados reforçados em diferentes períodos do ano. Saiba como reduzir os riscos e quando procurar atendimento.

As doenças respiratórias em Roraima exigem atenção redobrada em diferentes períodos do ano. Durante a estiagem, o calor, a baixa umidade do ar, a poeira e a fumaça provocada por queimadas podem irritar as vias respiratórias e agravar quadros como asma, bronquite, rinite e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC). Em outras épocas, a circulação de vírus respiratórios também pode aumentar a ocorrência de síndromes gripais, bronquiolite e pneumonia.

De acordo com orientação da Secretaria de Estado da Saúde de Roraima, o intervalo entre fevereiro e a primeira quinzena de abril costuma ser especialmente crítico para a propagação de incêndios florestais, por causa da combinação de temperaturas elevadas e redução da umidade. A duração e a intensidade desse cenário podem variar entre os municípios e de um ano para outro.

A fumaça contém partículas e gases que podem causar ardência nos olhos, irritação na garganta, tosse, chiado, falta de ar e dor ou aperto no peito. Pessoas que já têm doenças respiratórias ou cardiovasculares podem apresentar piora dos sintomas e precisar de atendimento médico.

Quem precisa de mais cuidado

Crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com asma, bronquite, DPOC, doenças cardíacas ou baixa imunidade formam os principais grupos de risco. Nas crianças, as vias aéreas são mais estreitas e o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento. Já nos idosos, infecções respiratórias podem evoluir com maior gravidade, principalmente quando existem outras doenças associadas.

O Ministério da Saúde orienta sobre os efeitos das queimadas e recomenda atenção especial aos sinais respiratórios durante períodos de exposição à fumaça.

Como reduzir a exposição à fumaça

Quando houver fumaça intensa, a orientação é permanecer em ambientes fechados e evitar atividades físicas ao ar livre. Portas e janelas devem ser mantidas fechadas sempre que isso ajudar a reduzir a entrada de poluentes. Também é importante evitar a proximidade de áreas em chamas, não queimar lixo e não permanecer em locais com concentração de fuligem.

A hidratação ajuda a aliviar o ressecamento das mucosas, mas não substitui a avaliação profissional. Pessoas que utilizam medicamentos de uso contínuo devem seguir a prescrição e manter os remédios disponíveis, sem iniciar ou interromper tratamentos por conta própria. Em situações de exposição inevitável, máscaras do tipo PFF2 ou N95 podem reduzir a inalação de partículas quando usadas corretamente; ainda assim, a principal medida é reduzir o tempo de contato com a fumaça.

Vacinação e prevenção de infecções

A vacinação é uma das principais formas de prevenir casos graves de gripe, covid-19 e outras doenças incluídas no Calendário Nacional de Vacinação. A caderneta deve ser conferida em uma unidade de saúde, especialmente no caso de crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas.

Para reduzir a transmissão de vírus, é recomendado lavar as mãos, cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar, manter os ambientes ventilados quando não houver fumaça intensa e evitar contato próximo com pessoas doentes. Quem apresentar sintomas deve, sempre que possível, evitar aglomerações e proteger pessoas mais vulneráveis.

Quando procurar atendimento

Tosse persistente, febre, chiado no peito, dor no peito, cansaço intenso ou dificuldade para respirar são sinais que justificam avaliação em um serviço de saúde. A vigilância em saúde de Roraima considera a falta de ar, a dificuldade respiratória, a pressão no peito e os lábios azulados sinais de alerta para quadros graves.

Em caso de falta de ar intensa, alteração da consciência, coloração azulada nos lábios ou piora rápida, a busca por atendimento deve ser imediata. O diagnóstico e o tratamento dependem da causa dos sintomas e devem ser definidos por profissionais de saúde.