quarta-feira, 4 de novembro de 2026
Pontos Turísticos

Centro Cívico de Boa Vista ajuda a contar a história urbana de Roraima

O Centro Cívico de Boa Vista concentra prédios públicos, monumentos e espaços culturais que revelam mudanças na história urbana de Roraima. Saiba o que observar durante a visita.

O Centro Cívico de Boa Vista é um dos principais espaços para compreender a história urbana de Roraima. Localizado na região central da capital, o complexo reúne órgãos públicos, monumentos, áreas de convivência e construções que representam diferentes momentos da formação da cidade.

A área também é conhecida como Praça do Centro Cívico Joaquim Nabuco. As principais avenidas da região convergem para a praça, onde estão concentradas sedes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário estaduais, além de equipamentos culturais, hotéis, bancos, agências dos Correios e a catedral diocesana. Informações institucionais sobre Boa Vista destacam essa concentração como uma das características centrais da área.

Um espaço ligado ao crescimento da capital

A história de Boa Vista começou no entorno da antiga Fazenda Boa Vista, fundada em 1830 às margens do Rio Branco. A ocupação deu origem à freguesia de Nossa Senhora do Carmo, à vila de Boa Vista do Rio Branco e, posteriormente, ao município criado em 9 de julho de 1890.

Com a criação do Território Federal de Roraima, em 1940, Boa Vista foi escolhida como capital. A expansão administrativa e populacional estimulou a abertura de avenidas, a construção de prédios públicos e a organização de espaços destinados à representação do novo centro político regional.

Por isso, o Centro Cívico não deve ser visto apenas como uma praça. O conjunto ajuda a observar como Boa Vista passou de um núcleo ligado à atividade rural e ribeirinha para uma capital planejada, com funções administrativas, culturais e de serviços.

O que observar durante a visita

Um dos principais marcos do local é a Catedral Cristo Redentor. O terreno foi doado em 1962, as obras começaram oficialmente em 1967 e a inauguração solene ocorreu em 26 de novembro de 1972. O projeto utiliza formas curvas em concreto armado associadas à barca de São Pedro, a uma harpa e a uma maloca indígena. Atualmente, o espaço também abriga um Centro de Informações Turísticas da Prefeitura de Boa Vista, segundo publicação do município.

Na praça, o visitante também encontra o Monumento ao Garimpeiro, associado à memória dos trabalhadores que atuaram em Roraima durante o período em que a atividade era permitida no estado. Outro ponto de interesse é a Praça do Coreto Raimundo Soares, conhecida como Marreta, inaugurada em 1963 e revitalizada em 2016.

O entorno ainda permite relacionar a arquitetura pública, os monumentos e as vias de circulação com outros pontos da cidade. Um roteiro histórico municipal já incluiu o Centro Cívico, a avenida Ene Garcez, a avenida Jaime Brasil e o Centro Histórico até a área atualmente ocupada pela Orla Taumanan.

Como aproveitar o passeio

Para conhecer melhor o espaço, vale observar os prédios, ler eventuais placas de sinalização histórica e combinar a visita com um passeio pelo Centro Histórico de Boa Vista. A região pode ser explorada como parte de um roteiro cultural, com atenção à arquitetura, aos monumentos e às mudanças no desenho urbano.

Como horários de funcionamento e eventuais atividades podem variar, é recomendável confirmar previamente as informações nos canais oficiais da Prefeitura de Boa Vista e das instituições localizadas no entorno. O passeio deve respeitar áreas de circulação, prédios públicos e regras específicas de visitação.

Mais do que um ponto de passagem, o Centro Cívico preserva referências da formação política, religiosa e cultural da capital. Conhecê-lo é uma forma de entender como a história de Boa Vista permanece presente nas praças, avenidas e construções que organizam a cidade.