O pré-natal em Roraima é fundamental para acompanhar a saúde da mãe e do bebê durante toda a gestação. O atendimento permite identificar precocemente alterações como hipertensão, diabetes, anemia e infecções, além de orientar sobre alimentação, vacinação, parto e cuidados no pós-parto.
O acompanhamento deve começar assim que a gravidez for confirmada ou houver suspeita, preferencialmente até a 12ª semana de gestação. Para iniciar o atendimento, a mulher deve procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima de sua residência. O serviço faz parte da Atenção Primária do Sistema Único de Saúde (SUS).
Como funciona o acompanhamento
As consultas são programadas de acordo com o período da gravidez. Em geral, ocorrem mensalmente até a 28ª semana, quinzenalmente entre a 28ª e a 36ª semana e semanalmente a partir da 36ª semana até o parto. A frequência pode ser alterada quando a equipe identifica alguma condição que exige acompanhamento especializado.
Durante as consultas, os profissionais avaliam as queixas da gestante, verificam a pressão arterial e o peso, acompanham o crescimento do útero, observam os batimentos cardíacos e os movimentos do bebê e analisam os resultados dos exames. As informações devem ser registradas na Caderneta Brasileira da Gestante e no prontuário.
Exames e vacinas fazem parte do cuidado
Entre os exames que podem ser solicitados estão hemograma, glicemia, tipagem sanguínea e fator Rh, exames de urina, testes para sífilis, HIV e hepatites virais, além de outros procedimentos definidos conforme a avaliação clínica. Na Região Amazônica, o Ministério da Saúde também recomenda a realização do teste de malária para as gestantes, mesmo quando não há sintomas.
A vacinação também deve ser verificada desde a primeira consulta. A equipe de saúde avalia o histórico da gestante e orienta sobre as doses indicadas, que podem incluir vacinas contra gripe, covid-19, hepatite B e difteria e tétano, conforme o calendário vigente e a situação individual.
A orientação deve ser feita por profissionais de saúde. A gestante não deve iniciar, interromper ou trocar medicamentos por conta própria, pois algumas substâncias podem oferecer riscos durante a gravidez.
Participação da família e atenção aos sinais de alerta
O parceiro ou outra pessoa de confiança pode participar das consultas. Essa presença ajuda no planejamento para o parto, no apoio à gestante e na adoção de cuidados com a saúde de toda a família. O parceiro também pode receber orientações, atualizar vacinas e realizar exames preventivos quando disponíveis no serviço.
Sangramento, perda de líquido pela vagina, dor intensa, febre, dor de cabeça forte ou diferente do habitual e redução dos movimentos do bebê são situações que exigem avaliação rápida em um serviço de saúde. Em caso de dúvida, a gestante deve procurar orientação da equipe responsável pelo pré-natal.
A Caderneta Brasileira da Gestante reúne informações sobre consultas, exames, vacinas, direitos e sinais de alerta. O documento é fornecido pela rede de saúde e deve acompanhar a mulher durante a gravidez, o parto e o pós-parto. Mais informações estão disponíveis no Ministério da Saúde e na página sobre exames e vacinas na gestação.








