A prevenção de doenças tropicais em Roraima depende de cuidados individuais, limpeza dos ambientes e atenção aos sinais de alerta. O estado está na região amazônica, área considerada endêmica para a malária no Brasil, e também registra a circulação de doenças transmitidas por mosquitos, como dengue, chikungunya, zika e leishmaniose.
Medidas simples ajudam a diminuir o contato com vetores e favorecem o diagnóstico precoce. A orientação é reforçada pelo Ministério da Saúde, que recomenda proteção contra picadas e procura rápida pelos serviços de saúde em caso de sintomas.
Como evitar picadas de mosquitos
O uso de repelente regularizado deve seguir as instruções do fabricante, especialmente quanto à idade, quantidade e frequência de aplicação. Também é indicado usar roupas que cubram braços e pernas, principalmente em áreas de mata, próximas a rios ou com maior presença de mosquitos.
Mosquiteiros sobre as camas, telas em portas e janelas e ambientes protegidos reduzem o risco de contato. No caso do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika, as picadas ocorrem principalmente durante o dia. Já o mosquito associado à malária tem hábitos diferentes, com maior atividade no período noturno.
Elimine água parada e mantenha o ambiente limpo
Vasos de plantas, pneus, garrafas, calhas, caixas-d’água descobertas e outros recipientes podem acumular água e servir de criadouro para mosquitos. A recomendação é esvaziar, lavar e guardar esses objetos de forma protegida. Reservatórios devem permanecer tampados ou cobertos com telas adequadas.
A limpeza de quintais e terrenos também é importante para reduzir locais favoráveis à presença de insetos. Em áreas onde há risco de leishmaniose, o Ministério da Saúde recomenda evitar a exposição nos horários de maior atividade do vetor, como o crepúsculo e a noite, além de usar repelente e manter o ambiente organizado.
Atenção aos sintomas
Febre, calafrios, dor de cabeça, fraqueza, dores no corpo, náuseas e mal-estar podem ocorrer em diferentes doenças tropicais. Na malária, a febre pode vir acompanhada de calafrios e sudorese. Como os sintomas podem ser parecidos com os de outras infecções, não é recomendável tomar medicamentos por conta própria.
Pessoas com febre ou sintomas persistentes devem procurar uma Unidade Básica de Saúde ou outro serviço do Sistema Único de Saúde. Quem esteve em área de mata, garimpo, comunidade rural ou região com transmissão conhecida deve informar essa circunstância ao profissional de saúde.
Prevenção depende da comunidade
O combate às doenças tropicais exige participação dos moradores, dos serviços de saúde e das autoridades locais. Visitas de agentes de controle de endemias, ações de vigilância, borrifação quando indicada e distribuição de mosquiteiros fazem parte das estratégias de prevenção da malária.
Em caso de suspeita, o diagnóstico deve ser realizado por serviço de saúde. A malária tem tratamento gratuito no SUS, mas a terapia precisa começar de forma oportuna e ser seguida conforme a orientação profissional. Mais informações estão disponíveis nas páginas oficiais do Ministério da Saúde sobre dengue e sobre prevenção da malária.








