quarta-feira, 4 de novembro de 2026
Saúde

Saúde da mulher: exames preventivos ajudam a detectar doenças cedo

Exames preventivos para mulheres permitem identificar alterações antes do surgimento de sintomas. Saiba quais avaliações são recomendadas, quando procurar atendimento e como buscar orientação na rede pública de saúde.

Os exames preventivos para mulheres são importantes porque ajudam a identificar infecções, lesões e outras alterações de saúde antes que apareçam sintomas. A frequência e o tipo de exame dependem da idade, do histórico familiar, da vida sexual, de doenças anteriores, do uso de medicamentos e de situações como gravidez ou menopausa.

Não existe uma lista única de exames que deve ser feita por todas as mulheres todos os anos. A avaliação deve ser individualizada por um profissional de saúde. Na rede pública, a porta de entrada costuma ser a Unidade Básica de Saúde, onde a mulher pode atualizar vacinas, receber orientações e verificar quais exames são indicados.

Papanicolau e teste de HPV

O exame citopatológico do colo do útero, conhecido como Papanicolau ou preventivo, identifica alterações nas células que podem evoluir para câncer. Ele é recomendado para pessoas com colo do útero, entre 25 e 64 anos, que já iniciaram a vida sexual, mesmo quando não há sintomas.

Tradicionalmente, a orientação é realizar o exame uma vez por ano. Depois de dois resultados anuais normais, o intervalo pode passar para três anos. O Ministério da Saúde também incorporou ao SUS o teste molecular para detecção do HPV oncogênico, que pode substituir o Papanicolau como método principal de rastreamento nos locais onde estiver disponível. Por isso, é importante confirmar na unidade de saúde qual protocolo está sendo adotado.

A vacinação contra o HPV complementa a prevenção, mas não elimina a necessidade do rastreamento na faixa etária recomendada. Corrimento persistente, sangramento fora do período menstrual, dor nas relações sexuais ou feridas na região genital devem ser avaliados, independentemente da data do último exame.

Mamografia e atenção às mamas

A mamografia de rastreamento é utilizada para investigar alterações nas mamas em mulheres sem sinais ou sintomas. O Instituto Nacional de Câncer recomenda o exame para mulheres de 50 a 69 anos, a cada dois anos, após avaliação dos benefícios e riscos.

Mulheres com histórico familiar importante, alterações nas mamas ou sintomas como caroço persistente, retração da pele, mudança no formato da mama ou secreção sanguinolenta pelo mamilo podem precisar de investigação diferente. Nesses casos, a consulta não deve ser adiada até a idade ou o intervalo previsto para o rastreamento.

Outros cuidados preventivos

Durante a consulta, a equipe pode avaliar pressão arterial, peso, saúde mental, alimentação, uso de álcool e tabaco, atividade física e vacinação. Testes para HIV, sífilis, hepatites virais e outras infecções sexualmente transmissíveis podem ser indicados conforme a situação clínica, a gestação ou a exposição ao risco.

Na gravidez, o pré-natal inclui exames definidos para acompanhar a saúde da gestante e do bebê. Já mulheres com diabetes, hipertensão, histórico de câncer ou uso contínuo de medicamentos devem seguir um plano de acompanhamento específico.

Como buscar atendimento

Para iniciar o cuidado, procure a Unidade Básica de Saúde de referência e leve documento de identificação, cartão do SUS, carteira de vacinação e resultados de exames anteriores, se tiver. Informe sintomas, cirurgias, tratamentos, uso de anticoncepcionais e histórico familiar.

O atendimento deve ocorrer com privacidade, respeito e explicações claras sobre cada procedimento. O resultado de um exame alterado não significa, por si só, diagnóstico de câncer, mas exige retorno e seguimento conforme a orientação da equipe. Mais informações estão disponíveis na página de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde e nas orientações do INCA sobre prevenção do câncer do colo do útero.